5 Passos

Nossa verdadeira jornada de desenvolvimento, aquela ligada à nossa essência, não fica limitada a pensamentos lineares e lógicos, pois se equilibra em meios sensoriais e energéticos. Talvez por isso tantos se sintam presos, “sem caber” neste mundo. A escolha, porém, é de dentro para fora.

De qualquer forma, quase que como uma brincadeira, já que métodos podem ajudar, ao menos no ponta pé inicial, gostamos de dizer que o caminho para transformar o ambiente em que mora, trabalha e vive em um lugar melhor, trazendo como efeito imediato o próprio bem-estar, passa por 5 passos.

O mais divertido é que quando somamos estes passos, formamos a palavra DANCE!

Vamos dançar juntos?

O primeiro passo é treinar seu olhar para observar todos os bons exemplos que existem por aí, seja na sua rotina, em histórias da TV, posts em redes sociais. Escolha voluntariamente curtir e seguir aquelas fanpages que divulgam boas ações, como o @souoqsoma, @razoesparaacreditar, @midiamor e tantos outros, além das publicações e notícias sobre ações em prol da sustentabilidade e do meio ambiente, claro! Estas histórias e ideias inspiram. Você começará a perceber o poder de sair da vibração do “só reclamar” para aquela de se apaixonar!

Além disso, você pode focar, diariamente, nas oportunidades de fazer algo por alguém ou pelo meio-ambiente, sem precisar se engajar em uma ONG. Nada contra. Muito pelo contrário. São atitudes que não se excluem. Mas é preciso falar sobre aquilo que está ali, diariamente, onde seus braços alcançam.

É importante direcionar o olhar também para dentro. Quais são as suas atitudes que prejudicam a coletividade? Parar em fila dupla (rapidinho), burlar a meia-entrada (porque é caro), não respeitar a fila (porque foi preciso), comprar produto/equipamento pirata (porque é esperto) são exemplos de atitudes que não somam para o bem comum e são a semente, infelizmente, há muitos anos, do que estamos colhendo atualmente em termos de corrupção, violência, falta de confiança e mais.

Este passo é o D. Direcione seu olhar para os bons exemplos e oportunidades de ajudar e colaborar.

Muitas pessoas, após esse primeiro passo, que deve ser persistente e diário, começam a sentir o poder que detém. Que não precisam esperar por heróis ou milagres. Sem parar de dançar este primeiro passo, começam a ensaiar o segundo, se responsabilizando pelos cenários tristes em relação aos quais se sente incomodado e cuja causa antes atribuía a alguém, a contextos, à vida etc. A fé de que suas ações são uma gota, mas que podem sim mudar o curso do oceano pelo exemplo, trazem a melhor sensação de bem-estar que se pode ter. É o passo A. Autorresponsabilidade.

Neste momento, o salão convida a dançar o terceiro passo, o da atitude. “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática” (Paulo Freire). Se um tema te comove, então se move. Pratique o passo N. Não se omita!

Muitas pessoas, quando conversamos sobre o que é ser SouoqSoma, nos dizem que tais práticas já são sua rotina. Então perguntamos: dá para fazer mais? “Claro que sim”, é sempre a resposta. Então chegamos no passo da conscientização. Não basta direcionar o olhar, se autorresponsabilizar e agir. É preciso fazer de forma consciente, com o propósito de servir de exemplo, de ser persistente, de trabalhar em prol do autodesenvolvimento na qualidade de ser humano. Humanidade é a nossa essência. O quarto passo, assim, é o C. Conscientização.

O passo que merece aplausos nessa dança é o exemplo. Claro! Sempre ele. No SouoqSoma dizemos que há duas naturezas de exemplo. Uma delas é aquela relacionada à disseminação do conceito e marca souoqsoma. Queremos construir um Planeta SouoqSoma, formar uma corrente do bem. Então queremos muita divulgação! De outro lado, nosso sonho maior está conectado à outra natureza, mais importante, que é aquela que decorre de forma natural das pessoas que pensam de forma coletiva, generosa e humana. Este tipo de exemplo desperta o melhor das pessoas que o reconhecem. Não requer fotos, selfies ou posts.

O Ubuntu, filosofia que inspirou o projeto SouoqSoma, propaga que ninguém será feliz sem que seu entorno também o seja. Enquanto houver um único indivíduo em desequilíbrio, seja em que aspecto for, estaremos incompletos. O Ubuntu diz “I am because we are” – Eu sou porque somos.

Outras filosofias ou dizeres vão na mesma linha. O Ayni, do idioma quechua, dos Andes, com seu “hoy por ti, mañana por mi”. O Isirika, lema da Tribo Maragoli, nordeste da África, que significa cuidar junto, um do outro – caring together, for one another ou generosidade recíproca – equal generosity. O termo budista Bodisatva que, embora tecnicamente se trate de pessoas que atingiram certo grau de sabedoria e que se dedicam a incentivar outros a verem os benefícios da virtude e do cultivo da sabedoria, em linhas gerais também se explica como a designação de alguém que beneficia os seres, que tem o entendimento que ao beneficiar os outros também está beneficiando a si mesmo. Aquele que quer o bem comum e não pensa só em si.

Então vamos lá, DANCE. Direcione seu olhar. Autorresponsabilize-se. Não se omita. Conscientize-se e seja Exemplo para o mundo. Seu mundo. O mundo dele, dela. De todos os seres. Nosso mundo. Um mundo melhor.

 

Sandra Brandão – JAN 2020